#Brasil: Desbloqueio de rodovias que dão acesso a aeroportos será prioridade; PF investiga movimento

Postado em maio 25 2018 - 3:00pm por Jornal da Chapada

Paralisação dos caminhoneiros na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro | FOTO: Divulgação |

Governo publicará, em edição extra do Diário Oficial, decreto para orientar a atuação das forças federais no desbloqueio de estradas pelos caminhoneiros. A medida deverá ser publicada na tarde desta sexta (25). Estarão autorizadas a agir a Força Nacional, a Polícia Rodoviária Federal, o Exército, além das polícias militares estaduais. Em pronunciamento há pouco, o presidente Michel Temer anunciou que vai permitir uso de forças federais para este fim.

As ações serão prioritárias em estradas que dão acesso a seis aeroportos – entre eles os de Belo Horizonte, Recife, Brasília, São Paulo (Congonhas) e Porto Alegre –, duas usinas termelétricas na Região Norte e bases de combustível da Petrobras. Apesar de o decreto ainda não ter sido publicado, as forças já estão mobilizadas, mas vão esperar a publicação para ter mais claras as orientações da operação.

A decisão de Temer foi tomada após reunião no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que contou com a participação de ministros. Os agentes poderão dirigir os caminhões para retirá-los das estradas. A ordem será de desobstruir inclusive os acostamentos. Nesta tarde, o Ministério da Segurança Pública deverá conceder entrevista coletiva para explicar como será feita a operação de desbloqueio das rodovias.

PF investiga se há prática criminosa
A Polícia Federal (PF) instaurou uma investigação para apurar a possível prática de locaute (do inglês lock out, designa greve de trabalhadores com apoio da classe patronal) na paralisação de milhares de caminhoneiros que, desde a última segunda-feira (21), interditam parcialmente as estradas de quase todo o país. Em nota, a PF se limitou a informar que está investigando a associação para a prática de crimes contra a organização do trabalho, a segurança dos meios de transporte e outros serviços públicos.

A mobilização dos caminhoneiros vinha sendo monitorada por um gabinete de crise coordenado pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que disse haver indícios de locaute no movimento. Nesta sexta-feira, o presidente Michel Temer autorizou o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas caso as estradas não sejam liberadas pelos caminhoneiros.

“Quero anunciar um plano de segurança imediato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas. Estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e que crianças fiquem sem escolas”, disse Temer durante pronunciamento no Palácio do Planalto.

Na quinta (24), nove das 11 entidades representativas do setor de transporte assinaram um acordo com o governo federal para tentar pôr fim à paralisação. Em troca do compromisso da Petrobras de manter, pelos próximos 30 dias, o preço reduzido do óleo diesel nas refinarias e do governo estudar formas de baratear o preço dos combustíveis, as lideranças sindicais que assinaram o acordo prometeram suspender o movimento por 15 dias. A proposta, no entanto, foi recusada pela União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam).

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes, disse não acreditar que os caminhoneiros retornem à normalidade nos próximos dois dias. “Este final de semana vai ser para montarmos as estratégias que adotaremos a partir de segunda-feira. Na minha visão, não vamos encerrar o movimento tão cedo”. Da Agência Brasil.

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