Chapada: Caminhoneiros ganham apoio da sociedade em Itaberaba e aguardam posição do governo federal

Postado em maio 27 2018 - 3:05pm por Jornal da Chapada
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As manifestações seguem por todo o Brasil; Em Itaberaba não há hora nem dia para acabar | FOTO: Jornal da Chapada |

A greve dos caminhoneiros chega ao sétimo dia com força na região da Chapada Diamantina. No trecho do município de Itaberaba, por exemplo, o piquete do Km 200 da BR 242, em frente ao Posto Santa Helena, um dos líderes do movimento, o caminhoneiro Luiz Alberto Sales, o popular ‘Lula Boquinha’, diz que a paralisação continua já que os pleitos não foram atendidos pelo governo federal. Na Chapada, postos estão sem combustíveis e o turismo segue esfriando (veja aqui).

‘Lula’ fez um balanço da greve e diz que a orientação que chega de outros piquetes no país e no Estado é de resistência contra a disparada do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras em vigor desde julho de 2017. “A orientação é de resistência, hoje [domingo], às 17 horas, haverá uma reunião com uma nova comissão do movimento nacional, com aqueles que não foram atendidos na última quarta-feira e vamos aguardar esse resultado, pois do jeito que está, não temos mais condições de rodar”, salienta o manifestante em contato com o Jornal da Chapada.

População em Itaberaba vai às ruas em apoio aos caminhoneiros | FOTO: Divulgação |

Apoio da sociedade
No último sábado (26), do final da tarde até noite a dentro, os grevistas fizeram uma carreta pelas principais ruas da cidade, com direito a muito barulho e buzinaço, recebendo o apoio de diversas áreas da sociedade, a exemplo de comerciantes, empresários, mototaxistas, taxistas e do povo em geral.

“Em nome do nosso movimento quero agradecer à população itaberabense pelo apoio, não esperávamos que fosse tão grande o apoio, mas que só prova que a sociedade está sensível à nossa causa. Além de estar a favor da mudança, já que não aguentamos mais o arrocho desse governo”, declara ‘Lula’.

Unidos, mas também sentindo o cansaço da paralisação, os profissionais do asfalto insistem na negociação com o governo federal mesmo depois que o presidente Michel Temer (MDB) convocou alguns ministros, dentre eles Eliseu Padilha (Casa Civil), Raul Jungmann (Segurança Pública) e Segurança Institucional (Sérgio Etchegoyen), para uma nova rodada de conversas, prevista para este domingo, na capital federal.

Segundo informações, a greve continua em ao menos nove estados (Alagoas, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rondônia e São Paulo), além do Distrito Federal. Vale salientar, que para coibir o apoio dado aos grevistas por empresários e comerciantes, a Polícia Federal já instaurou, pelo menos, 37 inquéritos em 25 estados para apurar prática de locaute, ou seja, paralisação por iniciativa ou com apoio das empresas.

Multas e negociações
Conforme informou o ministro Jungmann, que desde o início da paralisação de caminhoneiros, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) emitiu 400 autos de infração, com multas que somam R$ 2,03 milhões, correspondente a infrações de trânsito. Mas, segundo ‘Lula’, a PRF, cujo posto fica próximo do piquete em Itaberaba, ainda não adotou nenhuma represália ofensiva contra os manifestantes, mesmo porque a pista está liberada.

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“Como você pode ver a pista está liberada para os carros de passeio, urgência e emergências, já os caminhões estão parados no pátio do Posto e ao longo do acostamento da BR”, informa. O manifestante diz que nos caminhões entrincheirados há cargas de todo tipo, da fruta, a soja, verdura e combustível. “As cargas de frutas estão sendo distribuídas, hoje mesmo distribuímos uma carga de banana”, completa o caminhoneiro alegando que a situação deles está chegando ao limite, já que o dinheiro está acabando e não têm mais condições de sair do local.

Na oportunidade, ‘Lula’ repudiou o comerciante, ou empresário que estão aumentando produtos e serviços, por conta da lei da oferta e da procura. “É um absurdo, saber que ainda existem comerciantes e empresários que se aproveitam da situação para lucrarem em um momento como esse em que nosso Brasil está passando. Eles deviam colaborar também dando até descontos para que a população apoie também o nosso movimento”. De acordo com a PRF, existem ao menos 38 pontos de protestos na Bahia. São cerca de 554 pontos de manifestação das rodovias em decorrência da paralisação da categoria no Brasil.

Jornal da Chapada

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