Chapada: Lençóis abriga exposição ‘O Navio Negreiro – Castro Alves e Hansen Bahia’ até 2 de julho

Postado em maio 28 2018 - 11:02am por Jornal da Chapada

A exposição ficará na Casa de Cultura Afrânio Peixoto, no centro de Lençóis | FOTO: Reprodução/PMVC |

Com expressões doloridas dos africanos decorrentes da situação de terem sido arrancados de suas terras, separados de suas famílias e tratados como animais nos navios que os traziam para trabalhar, esse foi o contexto da inspiração que Castro Alves teve para compor o poema O Navio Negreiro. O artista alemão Hansen Bahia, inspirado pelo poema baiano, retratou este período histórico na obra ‘Caminho das Lágrimas’. Nesta perspectiva, tanto o poema de Castro Alves, quanto à obra de Hansen serviram como referência para criação da exposição itinerante ‘O Navio Negreiro – Castro Alves e Hansen Bahia’ que já viajou por 12 cidades e está encerrando essa edição na cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, de 28 de maio a 2 de julho.

A exposição ficará na Casa de Cultura Afrânio Peixoto, no centro de Lençóis, e a abertura será nesta segunda-feira (28), às 19h. Durante a exposição acontece a oficina de xilogravura, ministrada pelo artista plástico Zimaldo Baptista Melo que será na terça-feira (29), nos turnos matutino e vespertino. Zimaldo é formado em Artes Visuais, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e foi um dos participantes da XI Bienal do Recôncavo da Bahia. As oficinas, assim como as inscrições, serão no mesmo local da exposição.

O projeto é do Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC), órgão vinculado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, e teve a curadoria de Ayrson Heráclico. A exposição já passou por Salvador, São Francisco do Conde, Santo Amaro, Alagoinhas, Juazeiro, Feira de Santana, Jequié, Vitória da Conquista, Porto Seguro, Ilhéus, Cachoeira e Valença.

Para o diretor do CMB, Rafael Fontes, “estamos encerrando um ciclo importante da exposição em um espaço que é nosso e com a pauta gerenciada por nós da Fundação, além de incentivar a cultura em uma cidade que é Patrimônio da Humanidade”, disse Rafael. Ainda segundo ele, “é um prazer fechar esse ciclo, pois foi cansativo e prazeroso. Contamos com equipes eficientes e o sentimento é de dever cumprido”, acrescentou. As informações são de assessoria.

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