Artista plástico Mário Cravo Júnior morre em Salvador; ele estava internado desde o dia 19 de julho

Postado em ago 1 2018 - 11:54am por Jornal da Chapada

Artista plástico Mário Cravo morreu aos 95 anos em hospital da capital baiana | FOTO: Reprodução/TV Bahia |

Morreu em Salvador, nesta quarta-feira (1º), o artista plástico Mário Cravo Júnior, de 95 anos. Ele estava internado no Hospital da Teresa de Lisieux, também na capital baiana, desde o dia 19 de julho. Ainda não foi determinado onde será realizado o sepultamento e enterro do artista. De acordo com a assessoria da unidade de saúde, o artista plástico teve falência múltipla de órgãos e morreu por volta das 10h19. No último sábado (28) ele chegou a apresentar melhora no quadro de saúde e recebeu alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), onde ficou internado por nove dias. Quando foi hospitalizado, no dia 19 de julho, Mário Cravo estava com pneumonia. O artista era o último modernista baiano vivo.

Biografia
Baiano de Salvador, Mário Cravo Junior ainda era estudante do internato do Colégio Antônio Vieira quando descobriu a habilidade para desenho. Mais tarde, desenvolveu o gosto pela escultura. Foi estudar no Rio de Janeiro e, depois, nos Estados Unidos. Quando voltou ao Brasil, fez parte da primeira geração de artistas modernistas da Bahia. Tornou-se um especialista em monumentos. Suas obras estão eternizadas em museus e espaços abertos no Brasil e no exterior. Na capital baiana, o talento de Mário Cravo Junior está espalhado pela cidade.

Entre as famosas esculturas estão “o monumento às quatro raças” na Praça Cayru, bairro do Comércio, “a cruz caída” na Praça da Sé, a escultura de Ruy Barbosa no Fórum de Nazaré , a sereia de Itapuã, o memorial a Clériston Andrade na Avenida Garibaldi e o Parque das Esculturas em Pituaçu, onde existe o acervo do artista com cerca de três mil obras, entre elas a Via Crucis. Em mais de 70 anos de atividade profissional, Mário Cravo foi premiado nacional e internacionalmente e foi um dos artistas plásticos que mais estimularam e valorizaram os elementos da cultura popular para produzir arte. As informações são do G1.

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