#Mundo: Levantamento indica que humanos exterminaram 60% de animais silvestres em 44 anos

Postado em nov 7 2018 - 12:54pm por Jornal da Chapada

O ‘Relatório Planeta Vivo’ é baseado no acompanhamento de mais de 16.700 populações de 4 mil espécies, utilizando câmeras, análise de pegadas, programas de investigação e ciências participativas | FOTO: Divulgação |

Um levantamento divulgado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) na última semana indicou que o estilo de vida dos humanos tem destruído a vida selvagem do planeta. As populações de vertebrados silvestres, como mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios, sofreram uma redução de 60% entre 1970 e 2014 devido à ação humana.

O ‘Relatório Planeta Vivo’ é baseado no acompanhamento de mais de 16.700 populações de 4 mil espécies, utilizando câmeras, análise de pegadas, programas de investigação e ciências participativas. Um dos indicadores mostra que o impacto crescente do lixo plástico nos oceanos interfere na qualidade de vida de várias espécies, entre elas, as aves marinhas. Na década de 1960, apenas 5% das aves tinham fragmentos de plástico no estômago. Hoje, o índice é de 90%.

“Preservar a natureza não é apenas proteger os tigres, pandas, baleias e animais que apreciamos (…). É muito mais: não pode haver um futuro saudável e próspero para os homens em um planeta com o clima desestabilizado, os oceanos sujos, os solos degradados e as matas vazias, um planeta despojado de sua biodiversidade”, declarou o diretor da WWF, Marco Lambertini.

O Brasil é destaque no relatório. A floresta amazônica se reduz cada vez mais, do mesmo modo que o Cerrado, diante do avanço da agricultura e da pecuária. Por ano, uma área equivalente a 1,4 milhão de campos de futebol de área verde desaparecem do mapa por causa do desmatamento. Já as áreas de pastagens abandonadas em todo o país por quem cria gado equivalem a duas vezes o estado de São Paulo, 50 milhões de hectares, segundo o estudo.

A cada ano, o dia em que o mundo já consumiu todos os recursos que o planeta pode renovar anualmente chega mais cedo. Em 2018 foi em 1º de agosto. “O futuro das espécies não parece chamar a atenção suficiente dos líderes” mundiais, alerta a WWF, que defende “elevar o nível de alerta” e provocar um amplo movimento, como se fez pelo clima. “Que todo o mundo compreenda que o status quo não é uma opção”. Jornal da Chapada com informações de G1.

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