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#Mundo: Americano ficou 64 dias internado com covid-19 e teve de amputar quase todos os dedos das mãos

"Eu sobrevivi a isso. Estou me sentindo fantástico. No entanto, preste atenção nisso", disse Garfield em entrevista ao canal "KTLA", levantando as mãos enfaixadas.

Um americano que passou 64 dias internado com Covid-19 em um hospital de Burbank, na Califórnia (EUA), está divulgando sua história na imprensa americana como um aviso para que outros levem o novo coronavírus a sério. O empresário Gregg Garfield, de 54 anos e sem doenças pré-existentes, sofreu graves complicações até depois de sua alta, em maio: ele precisou amputar a maioria dos seus dedos das mãos. Fez na última quinta-feira (30) a quarta cirurgia programada e ainda vai passar por mais quatro. “Eu sobrevivi a isso. Estou me sentindo fantástico. No entanto, preste atenção nisso”, disse Garfield em entrevista ao canal “KTLA”, levantando as mãos enfaixadas: “Minhas mãos nunca mais serão as mesmas. Eu não tenho mais dedos. Isso pode acontecer com você”.

Ele e uma dúzia de amigos contraíram a doença em uma viagem de esqui à Itália em fevereiro, pouco antes de a pandemia explodir por lá. O caso de Garfield foi o mais grave do grupo e ele acabou sendo hospitalizado no Centro Médico Providence St. Joseph, tornando-se o primeiro paciente de Covid-19 do hospital e um dos primeiros diagnosticados com a doença na Califórnia. Dois dias depois, seu estado piorou significativamente e ele foi colocado em um ventilador. Os médicos lhe deram 1% de chance de sobrevivência. “Falando em termos médicos, eu não deveria estar aqui”, disse Garfield ao “KTLA”.

“Espero que as pessoas realmente levem isso a sério e olhem para mim”, afirmou ele à rádio “KNX 1070 News”: “Sou um exemplo do que você não quer que aconteça. E tenho muita sorte de estar vivo, depois de ter 1% de chance de sobreviver. Isso significa que, se você estiver na minha situação, não conseguirá”. A longa lista de complicações que ele sofreu como conseqüência da doença inclui: MRSA (bactéria resistente a antibióticos), sepse, insuficiência renal, insuficiência hepática, embolia pulmonar e quatro pneumotórax (colapso parcial ou total dos pulmões). Garfield passou 31 dos 64 dias no hospital em um ventilador, mas teve uma recuperação surpreendente, conseguiu sobreviver e foi liberado no dia 8 de maio.

Garfield passou 31 dos 64 dias no hospital em um ventilador | FOTO: Divulgação |

Os dedos, porém, já estavam condenados: ele teve que amputar todos os da mão direita e boa parte dos da esquerda. Seu cirurgião, David Kulber, do Cedars Sinai Medical Center, em Los Angeles, explicou à emissora”KTLA” que as amputações são resultado de como o vírus afeta o fluxo sanguíneo dos pacientes: “A Covid tem efeitos na corrente sanguínea endovascular e afeta o fluxo sanguíneo. É por isso que alguns jovens tiveram derrames e é por isso que prescrever anticoagulantes agora tem sido uma rotina padrão para pacientes com a doença”.

Os médicos agora entendem o vírus melhor do que quando Garfield foi diagnosticado e usam medicamentos para afinar o sangue, ajudando assim a prevenir derrames e outras doenças relacionadas ao sangue. Garfield contou que já fez todas as cirurgias relacionadas às amputações, mas há mais quatro operações adicionais no processo de reconstrução de seus dedos. Os cirurgiões terão que reconstruir uma parte dos dedos para que seja possível colocar próteses nas extremidades, que funcionem como uma “mão biônica”, disse Kulber. O custo desses procedimentos estará além da conta do hospital de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões) por sua estada de dois meses – a maior parte coberta pelo seguro.

Como as próteses não serão cobertas, Garfield vai usar os fundos arrecadados em uma vaquinha virtual, criada há quase três meses, e que já levantou mais de US$ 200 mil (R$ 1 milhão) para ajudá-lo. Como o número de casos de covid-19 continua aumentando no sul da Califórnia e nos EUA, Garfield e sua namorada, A.J. Johnson, esperam que as pessoas façam sua parte por meio do distanciamento social e usando máscaras. “Não deve ser algo político”, disse Johnson à “KTLA”: “Precisamos nos unir como humanos”. As informações são do jornal Extra.

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