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#Chapada: Imagens antigas divulgadas em redes sociais revelam histórias do coreto do Vale do Capão

Um mutirão de moradores com o intuito de cooperar para o benefício coletivo, oferecendo ao local um espaço para reuniões de moradores, aulas públicas, celebração e culminâncias escolares, foi realizado para consolidação do projeto.

Local de intensa ação cultural, o coreto do Vale do Capão, no município de Palmeiras, na Chapada Diamantina, tem também histórias de luta e resistência por detrás de sua construção ainda na década de 90. Fotos divulgadas em redes sociais revelaram o momento em que foram projetadas, criadas e executadas as primeiras sustentações do coreto. Um mutirão de moradores com o intuito de cooperar para o benefício coletivo, oferecendo ao local um espaço para reuniões de moradores, aulas públicas, celebração e culminâncias escolares, foi realizado para consolidação do projeto.

Conforme apuração do Jornal da Chapada, o espaço, desde o princípio, teve o objetivo de organizar encontros da comunidade para elaborações de projetos e, também, ser algo permanente para a valorização de costumes de um lugar exuberante em sua essência. As fotos são de 1995 e mostram momentos do mutirão dos nativos, pessoas que construíram o coreto com muita perseverança e amor ao objetivo proposto. As imagens revelam momentos da alimentação coletiva, comprometimento com o projeto e entrega de quem sonhou, desde o início, com esse espaço.

Fotos antigas

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A história se desenrola com a mobilização de moradores, esforço das pessoas que trabalhavam na rede pública de educação para a construção de um espaço que contemplasse todos os moradores, incluindo estudantes, idosos e todos eles que se encontrassem no local para “um jogo de dominó, conversas produtivas e projetos para benefício da comunidade”, reforça Tania Costa Quinto, mobilizadora, organizadora da construção do coreto, pedagoga e mestre em Educação e Pesquisa pela Universidade de Quebec (Canadá).

Tania conta que depois da mobilização feita, o coreto ficou pronto em 13 dias, justamente na data de 23 de junho de 1995. Data que é comemorado o São João, e, por isso, no dia seguinte “foram convidados os antigos forrozeiros do local para tocarem na celebração da construção do coreto”, afirma a pedagoga. Essa festa foi intitulada como ‘São João da União’, pela colaboração e empenho dos moradores locais. “Fiquei emocionada ao encontrar uma criança colaborando com a construção do espaço e um idoso com sua ‘enxadinha’ caminhando em direção ao coreto para colaborar com o movimento de erguê-lo”.

Fotos da arte do artista Salomão Zalcbergas

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Depois de algumas reformas, o espaço foi agregando festas tradicionais. Em sua última reforma, o coreto ainda tem mais sua história. Ela se refere às pinturas do artista plástico Salomão Zalcbergas, executor dos primeiros desenhos e planejamento desse espaço no Vale do Capão. Salomão foi convidado pela comunidade e revelou a tradição local com pinturas que demonstram o primeiro momento do coreto em celebrações. O artista registra o momento dos ‘forrozeiros’ antigos da comunidade, fazendo a festa no espaço construído há vinte e cinco anos.

Atualmente, o coreto do Capão é um aparelho de cultura permanente e continua a contar a sua história para quem vive e presencia seus eventos e momentos de celebrações em datas comemorativas para o local. O vale é um dos locais mais visitados por turistas durante todo o ano na Chapada Diamantina. O clima frio, o envolvimento com a arte, as descobertas, os encantos e a luta de um povo acolhedor que ajuda a preservar a natureza, ajudam compreender melhor o que significa viver em sociedade.

Jornal da Chapada

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