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#Vídeo: Facebook envia à CPI vídeo com fala de Guedes que havia sido apagado pelo governo; “Chinês inventou o vírus”

Declarações de integrantes do governo Bolsonaro pejorativizando a China podem estar contribuindo para o atraso no envio de insumos para a produção de vacinas por parte do país asiático.

O Facebook encaminhou nesta segunda-feira (10) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus, a CPI do Genocídio, o vídeo de uma reunião em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, aparece falando de forma pejorativa da China e sugerindo que o país asiático “inventou” o coronavírus.

O vídeo em questão foi gravado no dia 27 de abril durante reunião do Conselho de Saúde Suplementar. Em dado momento, Guedes dispara: “O chinês inventou o vírus, e a vacina dele é menos efetiva do que a americana. O americano tem 100 anos de investimento em pesquisa. Então, os caras falam: ‘Qual é o vírus? É esse? Tá bom, decodifica’. Tá aqui a vacina da Pfizer. É melhor do que as outras”.

Depois da péssima repercussão de sua fala, Guedes voltou atrás e disse que “usou uma imagem infeliz” e o Ministério da Saúde, que havia veiculado o vídeo em sua página do Facebook, apagou a publicação. O Facebook, no entanto, atendeu a requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI do Genocídio, e enviou as imagens ao colegiado.

A necessidade de se debater a fala de Guedes na CPI se dá pelo fato de que declarações com essa, feitas também por Jair Bolsonaro e outros integrantes do governo, têm acentuado a crise diplomática do Brasil com a China, principal provedor de insumos para a fabricação de vacinas contra a Covid-19.

Nesta segunda-feira (10), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que a produção da Coronavac pelo Instituto Butantan está prejudicada pelo fato de 10 mil litros do insumo essencial para a fabricação do imunizante estarem “travados” na China, associando o problema às declarações de Bolsonaro e membros do governo contra o país asiático.

“Temos o temor [de atrasar a vacinação]. Faltam insumos. Por quê? Porque o governo da China não autorizou o embarque. Temos 10 mil litros prontos e aguardando a liberação do governo da China. São 18 milhões de doses. É muito necessário para o Brasil. É um problema diplomático, um problema que se dá pelas manifestações sucessivas erráticas e desnecessárias pelo governo federal, do presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e seus ministros”, disparou o mandatário estadual.

“Guerra química” e reação do governo chinês
Em entrevista coletiva realizada na última quinta-feira (6) em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do governo chinês, Wang Wenbin, reagiu à grave insinuação feita por Jair Bolsonaro de que a China teria criado o coronavírus em laboratório para encampar uma “guerra química”.

Em evento no Palácio do Planalto na quarta-feira (5), o presidente brasileiro disse que “ninguém sabe se [o coronavírus] nasceu em laboratório ou nasceu por algum ser humano ingerir um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu o seu PIB? Não vou dizer para vocês”. O país que mais teve crescimento no PIB, em 2020, foi justamente a China.

Já à noite, questionado sobre a insinuação, Bolsonaro se negou que tenha se referido à China. “Eu falei a palavra China hoje de manhã? Eu não falei. Eu sei o que é guerra bacteriológica, guerra química, guerra nuclear. Eu sei porque tenho a formação. Só falei isso, mais nada. Agora ninguém fala, vocês da imprensa não falam onde nascem os vírus. Falem. Ou então têm medo de alguma coisa? Falem. A palavra China não estava no meu discurso de quase 30 minutos de hoje”, declarou.

O porta-voz chinês Wenbin falou sobre a declaração de Bolsonaro. quando foi questionado por uma repórter da agência AFP, e ele classificou a insinuação como uma “tentativa de politizar o vírus”. “O vírus é o inimigo comum da Humanidade. A tarefa urgente de agora é todos os países se juntarem em uma cooperação antiepidemia e em um esforço para uma vitória antecipada e completa sobre a pandemia. Nós nos opomos firmemente a qualquer tentativa de politizar e estigmatizar o vírus”, declarou. A redação é do site da Revista Fórum.

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