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#Polêmica: Petrobras receita ivermectina aos funcionários após alta de casos e mortes por covid

O departamento médico da estatal, segundo sindicatos, vem seguindo o presidente Jair Bolsonaro e apostando no "kit Covid"; número de mortes mais que dobrou na empresa em dois meses.

O departamento médico da Petrobras está seguindo a recomendação anticientífica do presidente Jair Bolsonaro e vem receitando remédios sem eficácia contra a Covid-19 a funcionários da empresa que testaram positivo ou possuem suspeitas de estar com a doença. A denúncia foi feita pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) em nota divulgada nesta quarta-feira (16).

Em uma das receitas médicas divulgadas, constam orientações para doses de azitromicina e ivermectina, dois medicamentos que, comprovadamente, não possuem eficácia contra a doença do coronavírus e que, em alguns casos, podem oferecer riscos a quem é submetido a esse tipo de tratamento. No linguajar bolsonarista, trata-se do “kit Covid”.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) condena o uso de ivermectina no tratamento para a covid-19; além da comprovada ineficácia, existem os efeitos colaterais. A insistência neste tratamento contraria não só os protocolos dos órgãos de saúde mundial: a própria farmacêutica Merck, que fabrica o medicamento, declarou em comunicado oficial que, na análise de seus cientistas, não há eficácia no uso do medicamento para a Covid-19”, diz um trecho da nota da FUP, que informa ainda estar recebendo inúmeros relatos de trabalhadores sendo orientados por médicos da Petrobras a se submeterem a tratamentos do tipo.

“Enquanto o governo federal resiste em cumprir recomendações internacionais da OMS, a Petrobras adota protocolos internos contestados para o enfrentamento da Covid-19”, completa a entidade. Confira, abaixo, a foto de uma das receitas do departamento médico da estatal fornecido a um dos trabalhadores com suspeita de covid.

| FOTO: Divulgação/FUP |

Aumento dos casos e mortes
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) alerta para o fato de que o ‘kit covid’ vem sendo receitado em meio ao aumento exponencial nos casos confirmados e mortes em decorrência da doença entre trabalhadores da empresa. Segundo a entidade, em apenas 2 meses e 10 dias o número de funcionários que morreram de Covid mais que dobrou essa semana, chegando a 45, uma alta de 125% em comparação à semana de 5 de abril, quando foram registrados 20 óbitos.

Com relação aos infectados, ao todo, já são 7.205 trabalhadores da Petrobras que testaram positivo para a Covid desde o início da pandemia, o que representa 15,5% do total de empregados efetivos da estatal (46.416). A entidade informa que, desde janeiro deste ano, o número de contaminados aumentou em 78,9%.

“Os números da Petrobras são subestimados, principalmente porque não registram terceirizados. A FUP já tem notícias de mais de 80 mortes por Covid na empresa”, afirma Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

Em nota oficial distribuída à imprensa, a Petrobras informou que “não há qualquer orientação corporativa quanto aos medicamentos a serem prescritos em caso de covid-19, ou qualquer outra doença. A prescrição de medicamentos para qualquer enfermidade é de escolha e responsabilidade do profissional médico e esta autonomia é assegurada pelo Código de Ética Médica”.

“A prescrição de medicamentos para tratamento de Covid-19 é realizada apenas em situações pontuais. É sempre reforçada a recomendação de buscar o médico assistente para acompanhamento do tratamento, seja na rede pública ou particular conveniada”, completou ainda a empresa.

Com relação às mortes e contaminações, a empresa afirmou que os números observados acompanham uma tendência semelhante às médias nacionais e que os trabalhadores são testados com mais frequência que a média do restante da população. A redação é do site da Revista Fórum.

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