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#Bahia: ‘Caixas misteriosas’ encontradas no litoral este ano são fardos de borracha de outro navio nazista, aponta pesquisa

Conforme oceanógrafo, material estaria afundado no mar há 77 anos.

As “caixas misteriosas” que apareceram, em agosto deste na, em praias da Bahia, Alagoas e Sergipe, são, na verdade, fardos de borracha de um segundo navio nazista, o ‘MV Weserland’, conforme aponta estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Esta informação foi divulgada após o grupo, no início do ano, ter revelado que as “caixas misteriosas” que apareceram nas praias do Nordeste do Brasil, no ano de 2018, eram fardos de borracha que haviam soltado de um navio Alemão, o ‘SS Rio Grande’, naufragado por americanos ao largo da costa do Brasil em janeiro de 1944.

Os pesquisadores chegaram a um novo navio, após tirar fotos que mostravam inscrições gravadas em ideograma japonês, o kanji. Além disso, chamaram a atenção a enorme quantidade de fardos reportada, sendo mais de 200. O material estaria afundado no mar há 77 anos, segundo oceanógrafo Carlos Teixeira.

Entenda a pesquisa
Houve a suspeita de que os fardos encontrados neste ano poderiam ser de um novo “vazamento”. Assim, os pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), em colaboração com pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas, aprofundaram as buscas e encontraram o naufrágio de um navio alemão, que havia saído do Japão em direção à Europa durante a Segunda Guerra Mundial carregando fardos de borracha e uma carga de estanho, isto é, um tipo de metal.

Em seguida, foi descoberto que houve um aumento de quase três vezes no preço do estanho no mercado internacional no primeiro semestre de 2021, em comparação com os preços praticados em 2020. Baseado nisso, pesquisadores suspeitaram de que piratas poderiam ter mexido no naufrágio na tentativa de recuperar essa carga, fato este que foi posteriormente confirmado pelo pesquisador britânico que atua nessa área, David Mearns, em contato com os pesquisadores do Labomar.

Através de modelagens matemáticas, foram evidenciados que, se os fardos saíssem do local do naufrágio, eles iriam para a costa dos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas, confirmando a hipótese de que os fardos que apareceram este ano são desse navio.

Conforme pesquisadores, cada estado está fazendo algo com os fardos encontrados. “No Ceará, os pescadores venderam os fardos para a indústria de borracha. Em Alagoas, eles guardaram em um depósito e em Salvador, parece que eles mandaram para um aterro sanitário”, afirmou Carlos Teixeira ao G1.

Os pesquisadores chegaram a um novo navio, após tirar fotos que mostravam inscrições gravadas em ideograma japonês, o kanji | FOTO: Cláudio Sampaio |

Navio
Naufragado pelo destróier USS Sommers, da Marinha americana, em janeiro de 1944, poucos dias após o navio SS Rio Grande ter tido o mesmo destino: o fundo do Oceano Atlântico, o navio nazista ‘MV Weserland’ tinha as mesmas características do primeiro navio nazista e também carregava uma carga de fardos de borracha que seriam usados no esforço de guerra alemão, além de metais nobres, que décadas depois passariam a valer muito dinheiro: o cobalto, no caso do SS Rio Grande, e o estanho, no caso do MV Weserland.

Artigo Científico
Após um artigo científico ter sido publicado no começo deste ano sobre o evento de 2018, um outro sobre este evento de 2021 está sendo escrito. Eles estão na fase final de redação de um artigo científico que relata a descoberta da origem dos fardos de borracha encontrados neste ano. Não há previsão de quando o estudo ficará pronto. Jornal da Chapada com informações de texto base do G1.

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