A surpreendente Vila de Itaitu será apresentada ao público de Salvador por meio do documentário ‘Riachão de Jacobina: Memórias, patrimônio e identidades de um lugar’, que terá exibição nesta sexta-feira (24), às 19h, no Museu de Arte Moderna da Bahia, integrando a programação do CineMAM. Logo na abertura, o filme já posiciona o espectador diante de um território pouco conhecido, mas carregado de singularidades, revelando uma comunidade que equilibra tradição, transformações sociais e uma relação intensa com a paisagem natural.
Ao longo do curta, a Vila de Itaitu é retratada a partir de seus aspectos mais marcantes: o patrimônio histórico preservado, os modos de vida ligados à terra, as práticas culturais transmitidas entre gerações e a forte presença da religiosidade popular. As serras, rios e trilhas que moldam o cotidiano local não aparecem apenas como cenário, mas como elementos estruturantes da identidade da comunidade, evidenciando a conexão entre natureza e cultura.

A narrativa também se aprofunda nas mudanças vividas pelo território, abordando com sensibilidade temas como o avanço da modernização, a chegada de novos moradores e os impactos da gentrificação. Por meio de relatos de habitantes antigos e jovens, o documentário constrói um panorama que valoriza a memória coletiva, ao mesmo tempo em que discute os desafios contemporâneos enfrentados pela vila.
Dirigido por Jorge Itaitu, Marcos Bokapiu, Andrea Duarte e Momó Abreu, e baseado no argumento de Liani Sena, o filme se destaca pela proposta de registrar e preservar as identidades locais, transformando histórias individuais em um retrato amplo e sensível da comunidade. Após a sessão, o público poderá participar de uma roda de conversa com Izabel Cruz, curadora da UNEB, e Luciana Brito, escritora da UFRB, ampliando o debate sobre cultura, território e pertencimento.
Atrações turísticas
A Cachoeira do Coxinho, localizada a cerca de 500 metros da vila, se destaca como uma das opções mais próximas e acessíveis para quem visita a região e deseja um contato imediato com a natureza. Por sua curta distância, o trajeto até o local pode ser feito com facilidade, o que a torna bastante procurada tanto por moradores quanto por turistas que buscam um passeio rápido, sem a necessidade de longas caminhadas ou grandes deslocamentos.

Suas águas escuras, frias e naturalmente preservadas oferecem uma experiência de banho revigorante, especialmente nos dias mais quentes. O ambiente ao redor mantém um aspecto rústico e tranquilo, reforçando a sensação de imersão na natureza.
Já a Cachoeira do Piancó proporciona um percurso mais contemplativo, com uma trilha leve de aproximadamente 3 km a partir da vila. O caminho atravessa áreas de vegetação verde, mangueiras e trechos do rio, criando um trajeto agradável até o destino final. Ao chegar, o visitante encontra um poço de fácil acesso, seguro e de grande beleza, perfeito para momentos de descanso e conexão com o ambiente.
Jornal da Chapada













































