A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24), a Operação Gabinete Fantasma, com foco na apuração da criação de perfis falsos utilizados para ofender autoridades públicas nas redes sociais. Durante a ação, um adolescente foi identificado como responsável por contas fraudulentas que utilizavam indevidamente o nome e a imagem de um secretário de Estado.
A operação foi conduzida por equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, com apoio da 6ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), vinculada ao Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico, além da 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Depin).
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo dois no município de Barro Preto e um em Itabuna, no sul do estado. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara das Garantias da Comarca de Salvador, após representação da autoridade policial.
As investigações tiveram início em dezembro de 2025, quando foi identificado um perfil falso em uma plataforma de mensagens que utilizava indevidamente o nome e a imagem de um secretário estadual. Conforme apurado, o responsável publicava mensagens ofensivas e de teor indecoroso em grupos de discussão política, simulando que as manifestações partiam da própria autoridade.
Com o uso de técnicas de inteligência, os investigadores conseguiram rastrear os acessos e identificar como autor um adolescente residente em Barro Preto. Durante as diligências, também foi constatado que ele mantinha outros perfis falsos, inclusive utilizando o nome de uma autoridade do Poder Executivo municipal. Nas redes sociais, o investigado se apresentava como “desenvolvedor de IA especializado em investigações digitais”.
Durante o cumprimento dos mandados, o adolescente foi localizado e teve o aparelho celular apreendido, que será encaminhado para perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT). Ele deverá responder por atos infracionais análogos aos crimes de difamação qualificada em rede social e falsa identidade.
O caso será encaminhado à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), responsável pela adoção das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. Com informações de assessoria.
















































