Vamos explicar minuciosamente e, se for possível, desenhar para ensinar melhor. Primeiro, a investigação é do Ministério Público da Bahia (MPBA), órgão que decidiu que há indícios de grilagem envolvendo o prefeito de Palmeiras Wilson Rocha (Avante). Segundo que o jornal A Tarde jamais teria a irresponsabilidade de publicar algo sem documentos que comprovassem os fatos denunciados.
Mas aí vem o grupo político de Wilson e faz um vídeo totalmente distorcido – espero que o Ministério Público tenha conhecimento disso – dizendo que a matéria é comprada e que o jornal é vendido blá, blá, blá. Mesma lenga-lenga da gestão de Ricardo Magalhães (PSD).
O vídeo nada mais é do que uma tentativa de reverter o quadro já exposto até as vísceras na Bahia toda. Não tem jeito! Não adianta culpar a imprensa de fake. Fake é o vídeo tosco, ridiculamente mal feito, e com momentos que até parece que o prefeito pensa que o povo é besta.
As acusações colocam o gestor chapadeiro no centro de uma crise fundiária que mobiliza moradores, ambientalistas e órgãos de fiscalização diante do avanço desordenado da ocupação imobiliária em áreas rurais e ambientalmente sensíveis da região. O Vale do Capão é uma dessas áreas.
Segundo reportagem do portal A Tarde, documentos obtidos junto MPBA apontam investigações relacionadas ao parcelamento irregular do solo rural em Palmeiras e à ausência de atualização do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU).
As denúncias ganharam força após declarações do ex-secretário municipal de Meio Ambiente, Thiago Ramos, exonerado em agosto de 2025, que afirmou existir comercialização de áreas sem regularização ambiental e fundiária ligada à WR Imobiliária, empresa associada ao prefeito.

Aí vem um cabo eleitoral do prefeito Wilson dizer que Ramos foi demitido. Mas qual é o assunto novo nisso? Insulta a inteligência das pessoas. O vídeo é um escárnio. O prefeito nega as irregularidades, mas a emenda saiu pior do que o soneto.
O Ministério Público está realizando audiências públicas e fechando o cerco contra imobiliárias que comercializam lotes sem registro em cartório. Além disso, firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura para a criação de um novo plano diretor para tentar conter o descontrole do crescimento urbano da cidade.
O gestor confirmou possuir empreendimentos imobiliários no município, mas afirmou que as atividades estão suspensas e em processo de regularização junto aos órgãos competentes. Também declarou que sua atuação empresarial é independente do cargo público e afirmou manter “compromisso com a legalidade, a transparência e o interesse público.
Jornal da Chapada
















































