Incubadora do Parque Tecnológico da Bahia exibe ideias inovadoras no Gamepólitan

Postado em maio 17 2015 - 10:05am por Jornal da Chapada
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Incubadoras do Parque Tecnológico participam do Gamepólitan | FOTO: Carla Ornelas GOV/BA |

Projetos de base tecnológica e ideias inovadoras ganham vida e se transformam em produtos e serviços para uso comercial depois de passar pela Áity Incubadora de Empresas, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), que funciona no Parque Tecnológico da Bahia, em Salvador. Alguns deles foram apresentados ao público, na manhã deste sábado (16), durante o Gamepólitan, o maior evento de games do Norte-Nordeste. No Gamepólitan, que acontece até este domingo (17), no Centro de Convenções da Bahia, estão reunidas lojas especializadas, admiradores e desenvolvedores de jogos eletrônicos de todo o País, com espaço para exposições de novidades do setor, lojas especializadas, campeonatos, além de serem realizadas mesas redondas e discussões para debater assuntos como o desenvolvimento e análise de games.

Uma das empresas que exibem seus games é a Moovi Games, incubada no Parque Tecnológico desde setembro do ano passado, depois de participar de edital e ser selecionada. Este ano, no estande montado pela Secti para o Gamepólitan, Moovi apresenta dois de seus jogos que serão lançados no final de 2015 – projeto unindo a tecnologia dos drones a games e um óculos de realidade virtual, testado pelo público do evento. Os óculos, acoplados a um fone de ouvido, foram aliado a outra ferramenta da Moovi, que simula edificações em três dimensões e foi desenvolvido pensado para o ramo da construção civil, arquitetura ou mesmo para lojas, mas está sendo adaptado para os jogos eletrônicos.

A criatividade impressionou muito Daniel Castro, estudante do 2ª ano do Ensino Médio. “Eu achei inexplicável a sensação de entrar completamente na realidade virtual, ver tudo em 3D. Era como se estivesse realmente ali. Testar esse equipamento foi viver uma experiência completamente diferente”, disse pouco depois de ter usado o aparelho.

Oportunidade de negócios
Para o empresário da Moovi, Jai Souza, ter uma empresa na incubadora do Parque já cria uma série de relacionamentos e outras oportunidades de negócios, além de ajudar a desenvolver o negócio. “A própria marca do Parque Tecnológico é algo que projeta nossa empresa e cria uma interação entre a minha e outras marcas. Para ele, foi algo muito importante, não só por reconhecimento externo, mas também troca de conhecimentos e experiências internamente, além da conquista de público, já que quatro dos nossos clientes são empresas do próprio Parque”.

Já a Sinergia Games, da empresária Cristiane Ribero, exibe, no Gamepólitan, jogos desenvolvido para plataformas móveis, como celulares e tablets, criados depois da ida da empresa para a Áity Incubadora. O público pode experimentar quatro jogos que fazem referências à cultura afro-brasileira e dois que trazem uma proposta de conhecimento pessoal, no qual a personagem passeia por lugares místicos e exotéricos do planeta e, ao final da aventura, fornece um feedback de autoconhecimento para o jogador.

Para Cristiane, a ida para o Parque acelerou o desenvolvimento dos negócios. “Já trabalhávamos com esses projetos há dois anos, mas participar da incubadora fez com que conseguíssemos um ritmo de crescimento acelerado, desde a montagem da equipe, como a visibilidade da empresa, como a captação de parceiros que nos ajudam a desenvolver os jogos, com as animações, e outros aspectos relacionados aos nossos projetos”.

Segundo o secretário Manoel Mendonça, a incubadora cria o que chamou de “ecossistema” para o desenvolvimento de ideias inovadoras em negócios que convertam essas inovações tecnológicas em recursos financeiros. “É um espaço que consegue reunir diversas pessoas e capacidades de diferentes setores sociais, que pensam em fazer algo diferente. Aqui, é possível uma troca de experiência e de soluções de um grupo voltado a buscar o desenvolvimento de um modelo de negócio. O Governo, com o espaço da incubadora, cria esse espaço e ainda faz uma ponte entre esses projetos e possível investidores e o mercado”.

Áity Incubadora
A incubadora, criada em 2012 e tem nome de origem Guarany – significa “ninho`, reúne atualmente 24 empresas de base tecnológica que estão sendo preparadas para o mercado. Elas foram escolhidas depois de participarem de editais e provarem ineditismo em seus projetos, que podem atuar em qualquer ramo, como cultura, artes, assistência social, saúde, na área industrial, de games, animações.

Esses produtos ou serviços fazem parte das três áreas estratégicas que a incubadora possui – engenharia e energia, indústria criativa e saúde e biotecnologia. De acordo com o coordenador da Áity, Antônio Rocha, o objetivo da incubadora é criar um ambiente no qual o empresário receba todo o suporte necessário para o desenvolvimento de seus projetos, seja de administração, planejamento estratégico, consultoria de negócio, além de assessoria jurídica e contábil.

“Na incubadora funciona o que nós chamamos de ‘operação assistida’, e tentamos promover também cursos e palestras que permitam o desenvolvimento dos negócios. Isso porque nós percebemos que os empresários inovadores são muito capacitados tecnicamente, muito qualificados em suas áreas, mas não têm vivência de mercado e nem acesso a esse mercado, muitas vezes restrito. Nesse sentido, participar de uma incubadora é fundamental, porque aqui cedemos as ferramentas e criamos esse espaço de convivência entre essas empresas e parceiros externos”, explicou o coordenador.

Editais
Os interessados em desenvolver novos projetos precisam participar dos editais lançados e se candidatar a uma vaga como empresa na Incubadora Áity. Há perspectiva de lançamento de um edital de seleção para o segundo semestre deste ano, mas o Parque Tecnológico está aberto às novas ideias, segundo o coordenador Antônio Rocha. “Estamos interessados em receber esses projetos e conhecer essas ideias, mesmo que não tenhamos a fase de pré-incubação, podemos ajudar a potencializar essas iniciativas, encaminhando-a para empresas parceiras ou ainda e captando-as, no futuro para a Áity”.

Para receber essas ideias, a Secti mantém um e-mail para onde podem ser enviados os projetos – o [email protected] As ideias são cadastradas e os criadores podem ser recebidos para entrevistas no Parque Tecnológico, e receber apoio para o desenvolvimento de seus produtos.

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