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Baianos têm projetos selecionados pela Social Good Brasil Lab

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Aplicativo “Onde Fui Roubado” | FOTO: Amanda Oliveira/GOVBA |

Jovens, baianos e motivados a melhorar o cotidiano das pessoas, estejam elas na zona urbana ou rural, por meio de inovações tecnológicas. Este é o perfil dos três jovens que estão entre os 50 selecionados pelo Social Good Brasil Lab – um laboratório pioneiro no Brasil no uso de tecnologia para impacto social – para aprimorar projetos inovadores – aplicativos – por eles desenvolvidos. Durante quatro meses, inovadores de todo o Brasil participam de encontros presenciais e trocas de aprendizados por meio de um ambiente virtual.

Para o superintendente de Inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), Thomas Buck, ter três jovens baianos selecionados pelo Social Good é motivo de orgulho. Segundo ele, no momento em que os aplicativos desenvolvidos na Bahia geram um valor financeiro, ambiental, social ou sustentável que é percebido pela sociedade, confirma-se, portanto, a inovação. “Acredito que a inovação só acontece quando há um retorno de valor para a sociedade. Não adianta um pesquisador, um inventor independente desenvolver uma técnica, um projeto, um produto, um serviço que não dê um retorno a sociedade”.

Formada em Produção Cultural pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), a empreendedora social Mayra Mezzomo, 27 anos, faz parte da dupla de Guanambi, no sudoeste do estado, que idealizou um aplicativo para contribuir com o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com ela, o fato de um dos integrantes do grupo atuar como dentista na atenção básica no município contribuiu para a criação do aplicativo.

“Debruçando-nos sobre o assunto, acabamos identificando uma oportunidade bacana na Atenção Básica para tornar o trabalho da equipe de saúde um pouco mais eficiente, do ponto de vista da geração e produção de dados, tanto dos moradores do município, quanto dos dados de produção, que são necessários para que os dados aconteçam”, explica Mezzomo.

Ainda de acordo com a empreendedora, a equipe está trabalhando agora para desenvolver uma interface que ajude os municípios a gerir e produzir estes dados de maneira mais eficiente. Ela afirmou que, juntamente com os demais colaboradores do aplicativo, se sente honrada por representar a Bahia e o sudoeste no movimento Social Good Brasil Lab.

“Nossa perspectiva agora é a de conseguir concretizar o que submetemos como ideia e, possivelmente, ampliar o leque de serviço ofertado, começando pela Atenção Básica, mas também indo para os setores secundários, terciários, etc”, afirma Mezzomo. Ela salienta que o Social Good está sendo, exatamente, este laboratório “para a gente testar nossas premissas, ‘prototipar’, errar e construir algo que seja sobre uma base mais sólida mesmo”.

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Thomas Buck, superintendente de Inovação da Secti | FOTO: Amanda Oliveira/GOVBA |

Diálogo
Estudante do curso de computação na Ufba, Fernando Sandes, 24 anos, é um dos criadores da plataforma ‘Onde Fui Roubado’, que também foi selecionada pelo Social Good. Utilizado por pessoas de 912 cidades brasileiras e desenvolvido há aproximadamente dois anos, o site onde está hospedado o serviço registra uma média de 200 mil acessos mensais. Por meio do serviço on line, qualquer cidadão pode registrar o local, dia e horário exatos em que foi roubado. Há cerca de dez dias, a plataforma virtual colaborativa recebeu o reforço de mais um serviço – o Radar.

A partir de agora, como enfatiza Sandes, “as pessoas vão poder cadastrar locais no mapa, como a universidade, o local onde trabalham ou a própria casa, e a nossa plataforma vai enviar notificações em tempo real a partir do momento em que acontecer qualquer tipo de crime próximo a estes locais. A população, além de ficar mais alerta, o ‘Onde Fui Roubado’ dá um poder de mobilização às pessoas para entenderem o que está acontecendo no bairro, na cidade, até para chegar na polícia, questionar e pedir resultados”.

Conforme Sandes, desde o ano passado, a equipe criadora da plataforma tem mantido diálogos com as frentes de trabalho da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), a exemplo da Polícia Militar da Bahia (PMBA), com o intuito de melhorar cada vez mais o serviço. “A gente tem conversado com alguns órgãos de segurança pública, até pra entender melhor o cenário da criminalidade e como ela pode ser combatida, trabalhar em conjunto, unir forças para dar ainda mais resultados à sociedade”. O terceiro projeto baiano selecionado pelo Social Good foi desenvolvido por Jonilson de Carvalho, do município de Malhada, também no sudoeste. A iniciativa propõe a popularização da Irrigação Parcial do Sistema Radicular (IPSR). Mais informações sobre a inscrição no Social Good Brasil Lab estão disponíveis na internet.

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