Produtora e fotógrafa acusam integrantes do bloco ‘As Muquiranas’ de agressão no carnaval de Salvador

Postado em fev 15 2018 - 7:26pm por Jornal da Chapada
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Por meio da hashtag “#UmCarnavalSemMuquiranas”, uma campanha surgiu na rede social para criticar agressões e assédios de foliões do bloco | FOTO: Paula Fróes |

A produtora audiovisual Maria Carolina e a fotógrafa Paula Fróes compartilharam, por meio de suas redes sociais, um relato de agressão por um grupo de foliões do bloco As Muquiranas, na última terça-feira (13), no circuito do Campo Grande, em Salvador. Elas dizem que receberam jatos de pistolas de água, ficaram molhadas, foram cercadas pelo grupo e ainda foram agredidas verbalmente.

Quando ocorreu a agressão, Paula Fróes tentava passar pelos foliões do bloco para ir até o local onde iria trabalhar e Maria tentava seguir até o trio de BaianaSystem. Foi quando elas receberam os jatos de água. “Nossa reação saiu dessa estafa de ver isso acontecendo ao longo dos anos, não somos as primeiras vítimas, a partir desse sentimento de não aguentar mais, reagimos e pedimos respeito”, contou Maria.

Depois, os agressores cercaram as jovens e ainda jogaram água na câmera fotográfica de Paula quando ela começou a registrar a situação. “Fizeram uma roda e foi uma situação muito constrangedora. Eles começaram a insultar chamando de ‘mulher macho’. A gente não tinha outra forma de nos defender além da câmera e começamos a fotografar e jogaram água nas câmeras”, relata Maria.

Um ambulante tentou interferir para ajudar as jovens, mas também chegou a ser agredido pelos foliões. Elas então foram até um posto policial na região do Politeama e foram orientadas pelos policiais para formalizarem a denúncia na Polícia Civil. Por meio da hashtag “#UmCarnavalSemMuquiranas”, uma campanha surgiu na rede social para criticar agressões e assédios de foliões do bloco que, segundo os relatos dos usuários, são frequentes.

Em resposta, o bloco afirmou que faz campanha para evitar o uso de pistolas de água e também recebe uma campanha por meio da Secretaria Municipal da Reparação contra qualquer tipo de assédio. O bloco ainda informou que os foliões assinam um termo de adesão em que se responsabilizam pelo uso das pistolas de água e qualquer outra agressão e atos obscenos. As informações são do G1.

Confira relato na íntegra

Associação Bahiana de Imprensa emite nota sobre o assunto

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