#Vídeo: OAB repudia agressões sofridas por advogada em Goiás; ‘falta de elementos’ impede prisão de agressor

Postado em dez 27 2018 - 12:48pm por Jornal da Chapada

A violência aparece em um vídeo que tem circulado nas redes sociais durante esta semana | FOTO: Divulgação |

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se manifestou e repudiou as agressões sofridas pela advogada Luciana Sinzimbra pelo ex-namorado, o piloto Victor Junqueira, de 24 anos, filho do ex-prefeito de Anápolis, em Goiás, Eurípedes Junqueira. A violência aparece em um vídeo que tem circulado nas redes sociais durante esta semana. O motivo da agressão seria que a não aceitação do fim do relacionamento. No vídeo Victor aparece dando socos e em uma tentativa de enforcamento. É possível ver ainda momentos em que a advogada tenta conversar com o agressor e pede para que ele vá embora.

“Manifestamos apoio à advogada Luciana Sinzimbra e a todas as mulheres que decidem denunciar fatos criminosos como estes, e salientamos a coragem desse ato, por acreditarmos que esse é o primeiro passo para acabar com a impunidade”, diz um trecho da nota da OAB, que considera o vídeo chocante, tanto pelo medo e sofrimento da vítima quanto pelas ameaças e atos de violência do agressor. Luciana fez um boletim de ocorrência e o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Falta elementos para prisão
A delegada Ana Elisa Gomes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) falou na última quarta-feira (26) sobre o caso que ganhou repercussão envolvendo o filho do ex-prefeito de Anápolis e a advogada, de acordo com informações do ‘Mais Goiás’. Apesar das imagens gravadas pela vítima terem sido divulgadas, Ana Elisa afirma não existir elementos necessários para a prisão preventiva do agressor.

“Ele não está prejudicando o trabalho dos investigadores ou praticando outros crimes contra a vítima. O fato não foi em flagrante, ele tem residência fixa e compareceu à delegacia acompanhado de um advogado, portanto não ocorrerá a prisão por hora”, explicou. “Se Victor difamar ou desqualificar L.S. na internet ou perturbar o trabalho de investigação, por exemplo, ele pode ser preso”, conta a delegada.

Segundo a reportagem, Victor já foi ouvido pela polícia, mas o caso está sendo tratado com discrição pelo fato de constrangimento da vítima. “O inquérito foi concluído na sexta-feira e remetido ao poder judiciário na data de hoje [quarta-feira]. A vítima foi orientada sobre as medidas protetivas de urgência enquanto as investigações estão em andamento”, disse a delegada ao Mais Goiás. Jornal da Chapada com informações do Bahia Notícias e da Istoé.

Veja o vídeo divulgada em redes sociais

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