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Chapada: Representantes do Ifba de Jacobina desenvolvem estudos que relacionam mineração, tecnologia e meio ambiente

Dois dos trabalhos abordam o uso de softwares de geoprocessamento no contexto do crescimento urbano.

Desenvolvimento urbano, vegetação, geologia, petrografia e mineralogia. O que tudo isso tem em comum? Esses são os temas de estudos elaborados por alunos, egressos e professores do Ifba de Jacobina, na Chapada Norte, aprovados para apresentação em formato de pôster no 28° Simpósio de Geologia do Nordeste e no 4° Simpósio sobre o Cráton do São Francisco e Orógenos Marginais, que acontecem de 11 a 15 de novembro, em Aracaju (SE).

Sob orientação da docente Talita Gentil (geóloga), em colaboração com o prof. Tércio Graciano (eng. mecânico), além de profissionais parceiros do Instituto Federal do Piauí (IFPI) e da Universidade Federal do Ceará (UFC), os artigos científicos destacam a relevância social da pesquisa. “O envolvimento de egressos, que cursam, em sua maioria, formações superiores diretamente relacionadas à mineração, também reforça a importância da verticalização do ensino visando à carreira profissional”, comenta Talita. Dois dos trabalhos abordam o uso de softwares de geoprocessamento no contexto do crescimento urbano.

“O desenvolvimento acelerado das cidades, aliado à ausência de organização, conhecimento de territórios e técnicas de construção adequadas, torna possível o surgimento de problemáticas relacionadas ao uso do solo, sobretudo desastres por meio de processos naturais, atingindo populações residentes em áreas inapropriadas para a ocupação. Dessa forma, nossa pesquisa teve como principal objetivo mapear zonas de risco e propor soluções para a expansão planejada e segura de Jacobina, caracterizada pela alta declividade das serras e ocupações irregulares ao redor de áreas úmidas, propícias, em períodos de inverno, a inundações e deslizamentos. Muitas obras estão próximas a áreas de proteção ambiental, por exemplo. Precisamos conscientizar a população quanto ao crescimento urbano sustentável”, explica Marília Rodrigues, formanda de mineração (integrado ao ensino médio).

Para a colega de formação Milena Silva, que analisou a mudança da vegetação no município ao longo dos anos de 1984 e 2017, é preciso respeitar as normas previstas em lei sobre preservação ambiental. “Há muitas áreas desmatadas em Jacobina, principalmente devido às queimadas, ao garimpo ilegal e à especulação imobiliária”, ressalta. Outros dois estudos enfatizam aspectos do Complexo Granítico Mairi, presente na região, no âmbito das formações rochosas e minerais e suas transformações históricas. Além do trabalho de campo para coleta de amostras, as equipes realizaram análises em laboratório. Saiba mais em portal.ifba.edu.br/jacobina. As informações são de assessoria.

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