Alemanha comemora título com dança pataxó no Maracanã; equipe ficou hospedada na Bahia

Postado em jul 13 2014 - 10:16pm por Jornal da Chapada
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Jogadores agradeceram pela conquista com ritual aprendido no sul da Bahia, dançando ao redor da taça da Copa | FOTO: Reprodução/ABr |

Campeões do mundo, os jogadores da Seleção Alemã vão levar um pouco do Brasil no retorno para a Europa. Com a conquista da Copa 2014, eles aproveitaram para mostrar um pouco do carinho que têm pelo país e celebraram fazendo uma dança inspirada nos rituais dos índios pataxó, que aprenderam em Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia, ao redor da cobiçada taça. A casa da Alemanha nesta Copa do Mundo foi Santa Cruz Cabrália e lá, no sul da Bahia, os alemães conheceram um pouco da cultura indígena. O carisma dos jogadores conquistou os índios e os atletas foram conquistados pela recepção calorosa. Klose celebrou seus 36 anos de vida dançando com os índios, no primeiro contato alemão com a tribo local. De lá para cá, o contato ficou cada vez mais próximo, até a despedida, na última sexta-feira.

A dança é uma forma de agradecimento, já que os próprios índios haviam prometido fazer um ritual pelo título alemão antes da final contra a Argentina. Meia hora antes da final da Copa, os índios se encontraram em frente à casa do pajé Itambé para rezar pela Alemanha de Schweinsteiger, Özil, Khedira e companhia. Desde que os alemães “invadiram” Cabrália, os índios passaram a ter mais uma seleção para torcer. Isso porque os ‘caras-pálidas’ foram logo demonstrando sua cordialidade. No primeiro treino no Campo Bahia, o quartel-general alemão, os pataxós foram convidados a mostrar sua cultura. Dançaram e tiraram fotos ao lado dos craques.

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Assim que chegaram a Cabrália, alemães participaram de rituais com os índios | FOTO: Reprodução/AFP |

Eles foram convidados a participar da última entrevista antes da final. Índios com lanças, cocares e rostos pintados sentaram-se ao lado dos jornalistas. Ao fim da coletiva, receberam um cheque de R$ 30 mil das mãos do diretor-técnico Bierhof. “Reunimos os grupos indígenas em um círculo. Acendemos os cachimbos e tocamos os maracás. Aí, em nossa língua, fazemos os nossos pedidos e orações. E os pedidos dessa vez são para que os alemães vençam”, revelou o cacique. Durante a coletiva, o próprio cacique fez esse pedido a Thomas Müller e a Philipp Lahm. “Primeiro falei que eles exageraram demais contra o Brasil e que 2×0 tava bom. Depois, pedi que eles não deixassem a Argentina ganhar”. Matéria extraída na íntegra do site Correio 24h.

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