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Secretária da Sepromi afirma que ataques contra Stédile representam “ódio de classe”

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Vera Lúcia Barbosa, a Lucinha do MST, com Stédile e lideranças do MST da Bahia | FOTO: Divulgação |

A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia (Sepromi), Vera Lúcia Barbosa, repudiou os ataques direcionados ao militante histórico e membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, ocorridos nesta segunda-feira (22), no Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE). Ao desembarcar na cidade para participar do Congresso Sindical e de uma atividade sobre reforma política e combate à corrupção, Stédile foi hostilizado e perseguido por um grupo de manifestantes com palavras de ordem ofensivas e que defendiam sua expulsão do país.

Para Vera Lúcia, “o ato contra Stédile decorre de um comportamento de extrema intolerância em virtude da sua opção de militância pelo campo político de esquerda”. Ainda segundo ela, reflete a visão conservadora da elite que não admite o fim do regime ditatorial no Brasil, insistindo na criminalização dos movimentos sociais e populares, com atitudes direcionadas a seus dirigentes e militantes.

“Trata-se do crime de ódio de classe contra aqueles e aquelas que tanto lutam pela nossa soberania. Neste caso, estamos falando de uma liderança extremamente convicta nas suas opiniões, em defesa de um projeto de país justo e solidário, um homem com trajetória ilibada”, defendeu a secretária, destacando a participação “decisiva” de Stédile na fundação e formação do MST e da Via Campesina, através dos quais tem contribuído no debate dobre a reforma agrária no Brasil.

A secretária, que também é oriunda do MST, conclui afirmando que o episódio serve para reforçar a luta pela justa distribuição de terras e a promoção social e política dos trabalhadores rurais, mulheres, população negra, LGBT, juventude, dentre outros tantos segmentos que historicamente tiveram seus direitos negados. “A disputa ideológica e a luta pela ascenção da classe trabalhadora nunca foi crime. Foi assim que conquistamos a democracia e, com ela, a liberdade de expressão. Não podemos retroceder”, concluiu, se somando às mais de 40 centrais sindicais e movimentos que assinaram manifesto de solidariedade nesta quarta-feira (23).

Agressão 
O ato contra Stédile teve participação de aproximadamente 20 pessoas que, em meio às palavras de ordem, também chamavam Stédile de “terrorista”, “assassino” e “traidor da pátria”. Serenamente, ele seguiu caminhando pelo aeroporto, acompanhado de uma colega militante, sem revidar aos ataques. Foi perseguido até o estacionamento, com manifestantes registrando o episódio através de celular. O ato foi organizado pelo empresário Paulo Angelim, dono da corretora Viva Imóveis, palestrante e consultor de marketing, que recentemente teria se filiado ao PSDB, postando o vídeo orgulhosamente no facebook.

Deputados que integram integram o Núcleo Agrário da Bancada do PT na Câmara se pronunciaram no plenário, a exemplo dos deputados federais Valmir Assunção (BA) e João Daniel (SE), em apoio ao dirigente do MST. Junto com outros colegas, em Brasília (DF), eles subscreveram a nota construída por um conjunto de movimentos sindicais, populares, pastorais sociais, parlamentares progressistas e intelectuais.

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