Itaberaba: Moradores de condomínio denunciam irregularidades na infraestrutura e pedem providências

Postado em fev 17 2016 - 10:44pm por Jornal da Chapada
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As fossas transbordam e dejetos alagam as ruas, invadem casas e transformam a vida dos moradores em um caos | FOTO: Jornal da Chapada |

O sonho da casa própria pode virar um pesadelo de uma hora para outra. E foi o que aconteceu com os moradores do condomínio Bonanza, arredores da cidade de Itaberaba, na Chapada Diamantina. Irregularidades na infraestrutura e na rede de esgotamento sanitário, que não existe, são fossas individuais, foram denunciadas ao Jornal da Chapada, nesta quarta-feira (17). A reportagem do jornal foi ao local conversar com os proprietários das residências afetadas. São cerca de 22 casas que formam a Rua A, e cada uma delas possue problemas diferentes causados pelo mesmo vetor.

O Conjunto Habitacional Bonanza foi construído pela Construtora FCK, do município de Feira de Santana e, inicialmente, a denúncia foi feita pelo morador da casa número 12, Carlos Henrique Maia dos Santos, mas, no momento da reportagem, vários moradores se pronunciaram e cobraram providências.

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A casa 12 pertence a Henrique Maia, morador que encabeça as reclamações junto aos órgãos de defesa ao cidadão | FOTO: Jornal da Chapada |

“Mudei para o conjunto no dia 5 de junho de 2015, com cinco dias morando na casa tive que pagar para limpar a fossa. E é assim, desentope em um dia, no outro, já está cheia. E quando transborda, entope tudo e os dejetos retornam pelos ralos e pelo vaso do banheiro, sem falar, que quando chove, alaga tudo. Há mais de sete meses sofremos com estes transtornos”, declara indignada a moradora da casa 8, Márcia Joseane Cordeiro. Ela ainda lançou a suspeita que a causa do alagamento é pelo fato de ter água no subsolo. “Não tenho como provar, porém, esse problema deve ser do lençol freático”, completa.

O morador Henrique Maia, que procurou, inicialmente, o Jornal da Chapada, afirma que o conjunto habitacional foi construído em cima de uma lagoa e, por isso, a minação. Por essa razão, as fossas sépticas transbordam com frequência, deixando o condomínio insalubre, com o esgoto correndo ao lado das casas por falta de saneamento.

“Entrei com uma manifestação nos Ministérios Públicos Estadual e Federal contra a empresa, será enviado ofício ao promotor de Itaberaba. Não sei se ele recebe imediatamente, mas uma moradora já manteve conversa informal. Juntei toda documentação, desde a denúncia ao Ministério da Cidade, à CGU [Controladoria Geral da União], consegui o relatório que mostra que o empreendimento não observou as determinações da Embasa”, informa Maia.

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Noelson Teixeira Almeida, morador da casa 20, cuja a fossa está cheia e aberta | FOTO: Jornal da Chapada |

Saúde pública
Um dos casos complicados é o do senhor Noelson Teixeira Almeida, morador da casa 20, sua fossa está cheia e aberta, e o pior, não era usada há três meses. Outra moradora, Cristiane Soares, reclama que além do problema da fossa, também existem infiltrações nas paredes da residência. Com isso, o transbordamento das fossas das casas da Rua A se transformou também em um caso de saúde pública, que requer a atenção da Vigilância Sanitária e de órgãos de saúde, tanto do município quanto do estado. A rua está intransitável, com muita água acumulada, formando um ambiente propício à proliferação de mosquitos como o Aedes Aegypti, transmissor de endemias como Dengue, Zica Vírus e Chikungunya.

O Jornal da Chapada procurou o Ministério Público Estadual, por meio do promotor de Justiça e titular da Promotoria de Justiça Especializada em Meio Ambiente, Thyego de Oliveira Matos, e foi informado que moradores do Bonanza contataram o órgão, mas, como se tratava de direito particular, foram aconselhados a procurarem a Empresa FCK. Como os moradores já tinham reclamado com a empresa e nada foi feito, o representante do MPE aconselhou os moradores a se unirem para formalizarem a denúncia.

A reportagem tentou contato com a Construtora FCK por e-mail, mas não obteve respostas. No momento da visita da equipe do jornal ao condomínio, um engenheiro da empresa estava no local e foi procurado para falar sobre o assunto. Ele disse que não podia falar e respondeu: “Finja que não me encontrou”.

Jornal da Chapada

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