Dia das Crianças: Valmir diz que os sem-terrinha seguem na luta por educação no campo

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O deputado federal Valmir Assunção com criança sem-terrinha | FOTO: Jonas Santos |

Baseadas na construção coletiva, na pedagogia do movimento, as crianças sem-terrinha seguem na luta por direito à educação de qualidade nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Por isso, este Dia das Crianças, celebrado nesta quinta-feira (12), é mais um momento para traçar estratégias para continuar com as atividades e encontros que são a base para o 1º Encontro Nacional dos Sem Terrinha que acontecerá em Brasília, no próximo ano. Para o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) “é preciso olhar para o futuro se quisermos uma nação melhor que a de hoje”.

Conforme o parlamentar, o impedimento da presidente Dilma inviabilizou inúmeras políticas e o MST segue na busca de compensar essas perdas com muita atividade lúdica e com mística. “São ações que eles desenvolvem em torno da luta pelo direito a escola no campo. Na Bahia, estão acontecendo diversos encontros dos sem-terrinhas para justamente disseminar o sentimento de solidariedade”, aponta Valmir.

De acordo com a direção do MST na Bahia, as atividades regionais e locais promovidas pelo setor de educação do movimento prepara as crianças para debater com maior profundidade a pauta da educação no campo e da formação política com foco na Reforma Agrária Popular. Em texto enviado para a imprensa pelo MST, a educadora Sintia Carvalho, do coletivo de educação do movimento, diz que os encontros são importantes para garantir justamente essas demandas. “Queremos que nossas crianças entendam o papel que possuem na luta pela terra e que possam ser reconhecidas como sujeitos da sua própria história”, afirmou.

A respeito do processo de preparação para o Encontro Nacional, Eliane Kai, também do coletivo de educação, frisa que semear o conhecimento é de fundamental importância. “Acreditamos que uma educação na perspectiva freiriana se baseia no transmitir saber, ninguém sabe nada e ninguém ensina ninguém o conhecimento é construído” e continua, “aqui debatemos essas questões através da agroecologia, com foco na realização de nosso encontro nacional que já se aproxima”, sintetiza.

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