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#Mundo: Chefe de polícia de Houston confronta Trump; “Se não tem nada construtivo para dizer, cale a boca”

Presidente dos EUA defende uso da força para conter protestos, enquanto policial afirma que é preciso "conquistar corações e mentes".

Art Acevedo, chefe da polícia da cidade de Houston, no Texas, mandou o presidente Donald Trump calar a boca. A declaração, dada em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN americana, foi a resposta de Acevedo ao pedido do governante para que cidades e estados façam uso da força para combater as manifestações que se espalharam pelos Estados Unidos depois da morte de George Floyd em Minneapolis, no último dia 25.

O homem negro foi asfixiado pelo policial branco Terek Chauvin, depois de ser acusado de tentar comprar cigarros com uma nota falsa. O episódio gerou protestos na cidade do estado de Minnesota contra a violência policial e o racismo estrutural, mas a onda de revolta logo ganhou grandes proporções, tomando o país e inspirando manifestações em outras partes do mundo.

Na segunda-feira, o presidente Donald Trump pediu que prefeitos e governadores façam uso da Guarda Nacional para controlar as manifestações. E ainda ameaçou passar por cima de cidades e estados, e enviar o Exército para acabar com os protestos que não forem contidos pelas forças locais. Questionado sobre o que pensava a respeito da política de Donald Trump para lidar com a crise, Acevedo foi duro:

— Quero dizer ao presidente, em nome dos chefes de polícia desse país: por favor, se não tem nada de construtivo a dizer, que cale a bola. Você está colocando homens e mulheres na casa dos 20 e poucos anos em risco. Acabar com esses protestos não é sobre dominar, mas sim conquistar corações e mentes. Quero deixar bem claro, não devemos confundir bondade com fraqueza, mas não queremos que a ignorância domine. Policiais estão se machucando, membros da comunidade estão se machucando. Se não tem nada para dizer, como dizia Forrest Gump, não diga nada.

O pronunciamento de Donald Trump, que se autointitulou o “presidente da lei e da ordem” e pediu penas severas para os manifestantes que forem presos pela polícia, repercutiu nos Estados Unidos, recebeu críticas, e não esfriou o ímpeto dos protestos, que acontecem nesta terça-feira pelo oitavo dia seguido, a maior parte deles pacífico.

Confira o depoimento do chefe da polícia de Houston na íntegra:

“Quero dizer ao presidente, em nome dos chefes de polícia desse país: por favor, se você não tem nada de construtivo a dizer, que cale a boca. Você está colocando homens e mulheres na casa dos 20 e poucos anos em risco. Acabar com esses protestos não é sobre dominar, mas sim conquistar corações e mentes. Quero deixar bem claro, não devemos confundir bondade com fraqueza, mas não queremos que a ignorância domine. Policiais estão se machucando, membros da comunidade estão se machucando. Se você não tem nada para dizer, como dizia Forrest Gump, não diga nada.

Porque essa é a premissa básica da liderança e precisamos de liderança agora, mais do que nunca. Me machuca dizer isso, não importa se você votou nele ou não, ele é o nosso presidente e precisa agir como tal. Isso aqui não é o programa “O Aprendiz”, não é Hollywood. Isso aqui é a vida real. Peço ao cidadão americano, se junte à polícia, vamos nos unir e mudar isso juntos. Vamos prestar atenção aos votos que damos, às pessoas que elegemos. O que está acontecendo agora é que muitas pessoas que estão jogando pedras, destruindo o patrimônio público, nunca se preocuparam em votar. Você tem uma escolha. Você pode levantar a sua voz, votar com consciência e manter a sua marcha, pacificamente.

O foco tem de seguir nos policiais ruins, nos policiais criminosos, mas vamos ser sinceros, o que está acontecendo não é apenas sobre a polícia. É sobre a nossa sociedade, sobre a desproporção das coisas que estão acontecendo no nosso país, em relação à educação, à saúde, à alimentação, em relação a tudo que nós, seres humanos, precisamos. Então, por favor, não reajam ao que o presidente diz, precisamos nos abraçar, o que pode superar o ódio é o amor. Vamos mostrar que podemos controlar o que está acontecendo com nossos próprios atos e exercitar o nosso direito a voto.” As informações são do jornal O Globo.

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