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Trilhas da Chapada Norte têm cachoeiras, grutas e histórias sobre a busca de ouro e diamante na região

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Até hoje não se sabe a profundidade do Poço Verde, localizado em Ourolândia | FOTO: Reprodução/Erickson Batista |

Muitos não sabem, mas a Chapada Diamantina, uma das mais extensas zonas turísticas da Bahia, é dividida em três circuitos. O Circuito do Diamante é o mais conhecido, e abarca os municípios de Andaraí, Ibicoara, Iraquara, Itaetê, Lençóis, Mucugê, Nova Redenção, Palmeiras e Seabra. O Circuito do Ouro é composto pelos municípios de Abaíra, Érico Cardoso, Jussiape, Livramento de Nossa Senhora, Piatã, Rio de Contas e Rio do Pires. E, por fim, o Circuito da Chapada Norte, que congrega os municípios de Bonito, Caem, Campo Formoso, Jacobina, Miguel Calmon, Morro do Chapéu, Ourolândia, Piritiba, Saúde, Utinga e Wagner.

Na série de trekking do Jornal da Chapada já foram apresentados os roteiros dos circuitos do Diamante e do Ouro, agora é a vez de apresentar uma travessia na Chapada Norte. Como o nome já diz, trata-se de uma região situada ao norte da Chapada Diamantina, que foi palco de várias expedições de desbravadores em busca das jazidas de ouro e diamante. A riqueza histórica e cultural do Circuito Chapada Norte pode ser vivenciada no roteiro, detalhado abaixo, que apresenta desde o início da história da mineração do ouro em Jacobina, ao ciclo do diamante, em Morro do Chapéu.

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A Toca da Barriguda, a segunda maior caverna do Brasil, tem 30 quilômetros de extensão | FOTO: Reprodução |

Estes dois municípios, em especial, são ricos em grutas com inscrições rupestres, rios, serras e cachoeiras. Nesta região está localizado o Parque das Cachoeiras, com mais de 45 quedas d’água e diversas trilhas ecológicas, é um verdadeiro paraíso ecológico bem preservado. Também ganham destaque as belezas naturais e grutas de Campo Formoso; e o Mercado de Artesanato Cultural, em Morro do Chapéu, que reúne exposições, apresentações teatrais, oficinas e lojas com artesanato local, especialmente o de minério.

Na culinária, vale a pena provar a galinha caipira com leite de licurí, o bode assado, os doces de frutas da região, como a goiabada cascão, marmelo, banana, licores de vários sabores e o beiju. Já em relação às manifestações culturais, a Marujada, juntamente com a banda de pífanos e o maculelê, são os destaques na região.

Agora que já sabe um pouco mais sobre o Circuito Chapada Norte, apresentamos um roteiro de seis dias, especialmente escolhido pelo Jornal da Chapada, que percorre as principais cidades e distritos que abrigam as mais famosas atrações naturais desta região. Acompanhem aqui o descrição do itinerário.

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A cachoeira Véu de Noiva fica em Jacobina | FOTO: Reprodução |

1º dia: Jacobina
Passeio pela cidade, conhecendo o roteiro histórico e cultural, com visita a casarios antigos, capelas, comércio e contemplação da paisagem do alto da cidade. Pernoite em Jacobina.

2ºdia: Jacobina/Itaitu
Deslocamento de 26km até Itaitu, distrito de Jacobina, que oferece trilhas de grande beleza cênica, com serras que permitem a prática de esportes radicais. Caminhada de 20 minutos até a Cachoeira Véu de Noiva, com queda de 60 metros de altura, boa para banho e prática do cascading ou rapel. Após um almoço típico regional no distrito de Itaitu, caminhada leve de 10min, à tarde, até a cachoeira Arapongas e Poço da Geladeira, com queda de 40 metros, e poço para banho de água gelada e escura. Retorno a Jacobina, à noite, passeio na missão: espaço com barzinhos, sorveterias e restaurantes e feira de artesanato. Pernoite em Jacobina.

3º dia: Jacobina/Miguel Calmon
Deslocamento de 36km até Miguel Calmon, para visita ao Parque Estadual Sete Passagens, com belas cachoeiras emolduradas por matas ainda intocadas. No parque, há pelo menos duas opções de trilhas – leve e média – para avistamento de animais silvestres e contemplação da paisagem em mirantes naturais. Noite livre. Pernoite em Jacobina.

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O Parque Estadual Sete Passagens fica em Miguel Calmon | FOTO: Jornal da Chapada |

4º dia: Jacobina/Campo Formoso
Deslocamento de 100km até Campo Formoso para visitar a Toca da Barriguda, a segunda maior caverna do Brasil, com 30km de extensão. São 12 salões liberados para visitação. À noite, visita às lojas de artesanato mineral. Pernoite em Campo Formoso.

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Cachoeira do Ferro Doido, em Morro do Chapéu | FOTO: Reprodução/Trip |

5º dia: Campo Formoso/Ourolândia
Deslocamento de 160km até Ourolândia, visita ao Poço Verde, localizado a aproximadamente 4km de Ourolândia, é uma das belezas naturais do município. Rodeado por um paredão, suas águas refletem um tom esverdeado, que fazem jus ao nome. Até hoje não se sabe sua profundidade. Após o almoço em Ourolândia, visita à Toca dos Ossos, de formação rochosa em calcário resfriado. Nela, foram encontrados ossos de uma preguiça gigante fossilizada, que hoje está exposta no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. Não se conhece a dimensão da Toca, pois até hoje não se chegou ao final. Deslocamento de Ourolândia para pernoite em Morro do Chapéu (86 km). Noite livre.

6º dia: Morro do Chapéu
Visita à Cachoeira do Ferro Doido. Situada a 15km da sede de Morro de Chapéu, chega a alcançar no ponto mais alto 98 metros, formados pelo rio de mesmo nome, tendo sua nascente na Boca do Cedro, ao sul do município. Após um almoço típico regional em Morro do Chapéu, visita à Vila do Ventura, antigo centro garimpeiro de diamantes, que teve seu apogeu no século 19, chegando a uma população de 30 mil habitantes e que hoje se resume a seis famílias. Por muito tempo foi considerada “cidade-fantasma”, repleta de histórias e lendas; hoje vem se consolidando como vila turística. À noite, visita ao Mercado Municipal de Artesanato, em Morro do Chapéu. Pernoite no município.

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