Fogo na Chapada: Novos alertas para focos de incêndio em Ibicoara, Mucugê, Lençóis e Palmeiras

Postado em jan 2 2016 - 9:34pm por Jornal da Chapada
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As chamas são combatidas há mais de 70 dias e sempre retornam em diferentes locais | FOTO: Ilustração/Prevfogo/Ibama |

O Ano Novo começou com notícias ruins para a Chapada Diamantina. Há informações de reignições de focos de incêndio em algumas localidades. A serra do Machobombo, na porção de Mucugê, e o distrito do mesmo município chamado Campo Alegre foram atingidos no primeiro dia de 2016. Segundo o presidente dos Combatentes de Incêndios Florestais de Andaraí (Cifa), Homero Vieira, o fogo não foi combatido da forma correta. “Eles falam em reignição, mas incêndio não é fênix, que ressurge das cinzas. Na verdade ele não foi combatido eficientemente”, afirmou Vieira.

Existem relatos de fogo ainda em regiões de Lençóis, Ibicoara e Palmeiras. De acordo com apuração do Jornal da Chapada, área do Morro Branco, no Vale do Capão, voltou com força, jogando muita fumaça para o Vale e preocupa brigadistas. “Precisamos que alguém faça sobrevoou para sabermos a situação e a localização urgente”, aponta voluntários. A Serra do Veneno, na região de Lençóis, também tem chamas consumindo a vegetação.

Para o presidente da Cifa, existe uma indústria que se beneficia, principalmente dos recursos liberados para o combate, dos incêndios que vem destruindo várias áreas da Chapada. Ele pede que os órgãos públicos procurem uma forma de por fim aos focos de uma vez. “Não sei se peço chuvas ou que Deus permita que a Defesa Civil assuma a gestão do fogo, pois quatro meses de incêndios é suficiente para mostrar a incompetência dos gestores atuais”, dispara Homero. “Quando o parque nacional tinha apenas uma Toyota velha não tínhamos tantos incêndios assim. E os que tinham logo eram debelados. Hoje quanto mais recursos empregados mais focos temos”, completou.

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A área que mais preocupa é Ibicoara, onde a situação se agrava com novo foco | FOTO: Ilustração/PrevFogo/Ibama |

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Fogo em Ibicoara
Em publicação no Portal G1, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente disse que houve reignição de focos, principalmente, na área que pertence ao município de Ibicoara. “A área que mais preocupa é Ibicoara porque é onde há uma situação muito insistente do fogo. E hoje [sábado, 2] tomou uma proporção maior”, afirma o secretário estadual do Meio Ambiente (Sema), Eugênio Spengler. Ainda conforme o titular da pasta, áreas urbanas não foram afetadas pelas chamas, mas é possível ver a fumaça a quilômetros de distância.

A informação da Sema é que o combate ao fogo já é feito com o trabalho de brigadistas e bombeiros em terra, além do lançamento de água por meio de aeronaves. “Podemos dizer que é um velho fogo que voltou a queimar em Ibicoara. São focos relativamente fortes, mas ainda não podemos confirmar a extensão desses focos”, afirmou Tatiana Portela, secretária municipal do Meio Ambiente de Ibicoara ao Portal G1.

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Os combates envolvem aeronaves contratadas pelo governo da Bahia | FOTO: Ilustração/PrevFogo/Ibama |

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Brigadistas do Prevfogo/Ibama seguem atuando no combate ao fogo na Chapada Diamantina

Combate
Em informe publicado no site oficial, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) disse que todos os focos de incêndio foram cercados no Parque Nacional da Chapada Diamantina. Desde as primeiras ocorrências de fogo na unidade, em novembro, mais de 95 brigadistas do ICMBio e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já trabalharam no combate aos incêndios. Brigadistas voluntários da região e bombeiros militares da Bahia e do Distrito Federal também foram essenciais para o controle do fogo.

Atualmente, dois aviões air tractor contratados pelo ICMBio estão disponíveis para combater os focos de incêndio. Ao longo do trabalho de combate, também foram disponibilizados um helicópteros pelo Ibama, dois aviões pela Força Aérea Brasileira e dois helicópteros e quatro aviões air tractor pelo Governo do Estado da Bahia. O fogo atingiu um total de 33 mil hectares da unidade de conservação.

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